Vivemos em tempos dinâmicos cujas informações, imagens e excessos tecnológicos nos trazem uma realidade dada, massificada, “robotizada”...
Por onde andará a fantasia em tempos como este? Será que devemos vestir a mortalha da imaginação? Ou simplesmente compreender que somos seres mecanizados e que nossas crianças já perceberam a realidade disto?
Estas indagações, citadas acima, se acentuam com traços tão fortes que chegam quase tornar-se consenso contemporâneo. Se a imaginação é moribunda a arte e a ciência estão sepultadas, o que sabemos que é inverossímil. Mesmo com era virtual o público infantil se vislumbra com os animais falantes, caixas mágicas e heróis voadores, então como podemos negar a presença ininterrupta da imaginação?
Segundo o epistemólogo Gillles Gaston Granger: “Imaginação é a representação de um objeto por meio de imagens sensíveis”. Neste sentido, para simplificar a complexidade da imaginação entenderemos como uma atividade psíquica que recria uma nova realidade dentro de um sistema simbólico. De fato, a imaginação não é privilégio da infância, podemos citar como exemplo os cientistas tecnológicos que criam ferramentas para a utilização no mundo moderno e também gênios da arte que eternizam suas obras. Para Jean Piaget, a atividade imagética deveria se desenvolver com a idade como outras funções mentais, porém o que percebemos é a ação do adulto, dos componentes do meio familiar e escolar que contribuem em geral para frear ou contrair tais tendências em vez de enriquecê-las. Encontramos não é o lugar da imaginação sendo ocupados pelo dinamismo virtual como muitos insistem e sim, a subestimação do exercício da imaginação infantil com os enlatados clichês que visam o consumo, como por exemplo, Coelho da Páscoa e Papai Noel, estes já saturaram nossa imaginação.
Estimular a imaginação seja da criança ou do adulto é abrir portas para outros “mundos”, conhecer o desconhecido, suprir os anseios humanos, e além de se tornar um indivíduo criativo( o que trará muitos benefícios na vida) recriará uma nova realidade.
Erica Dilá
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