domingo, 6 de março de 2011

CEU ou Purgatório ? Qual é a realidade do Centro Educacional Unificado hoje ?



O CEU( Centros Educacionais Unificados), criado na gestão da ex -prefeita de São Paulo Marta Suplicy, é localizado em áreas carentes da cidade, tendo como principal objetivo a efetivação do direito de todas as pessoas à uma educação integral social, cultural, cidadã, popular, relacionando- se ao desenvolvimento e a participação comunitária para compensar a desigualdade social.
Na gestão da ex- prefeita a implementação do CEU foi alvo de crítica tanto da oposição, quanto da imprensa pela inovação dos conceitos propostos de educação ligada à cidadania e a  cultura, mas foi aprovado com 90% pela população nos seus primeiros anos de vida , dado indicado pela Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) que acompanhou a avaliação do Centro Educacional.
A apropriação da comunidade no CEU  foi o foco dos objetivos do estabelecimento educacional , priorizando o público alvo a fim de que usufruíssem do espaço e dos recursos existentes, buscando assim o exercício da democracia, não como meros passivos , e sim como agentes que utilizam o espaço como forma de direito para expressarem e difundirem suas necessidades artísticas e intelectuais.
Na região do Itaim Paulista, zona leste da cidade de São Paulo, os CEU, assim como a casa de cultura tem trazido um novo significado para a  população. Após a sucessão do governo que idealizou e implementou o CEU o engessamento do espaço se tornou um entrave para a comunidade que antes via como um espaço popular de exercício da democracia, sendo hoje administrado por pessoas insensibilizadas com o projeto e funcionários indicados sem o menor compromisso com o conceito democrático do espaço, limitando a comunidade as migalhas impostas da ditadura da gestão e restringindo artistas da região, dando prioridade a usufruir e trabalhar apenas pessoas ligadas à conchavos políticos ou próximas da gestão.
A comunidade está percebendo o descaso da administração do CEU, conseguindo comparar  o compromisso da gestão que implementou o projeto ligada as reais necessidades culturais e sociais dos moradores do bairro com o trabalho excludente e elitista da atual  administração, uma vez exercendo a democracia a população quer continuar sendo reconhecida como sujeitos protagonistas e cidadãos usuários de serviços com responsabilidade e dignidade quer o CEU e não o purgatório

Erica Dilá

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